RESIDÊNCIA ARTÍSTICA

Com: Anna Karasińska /Polônia

CENTRO Cultural Benfica/Teatro Joaquim Cardozo
De 10 a 21/09/2018 - das 14h às 18h
Rua Benfica, 157 – Madalena
Fone: (81)2126-7387

Gratuita

*Direcionada a atores, bailarinos e dançarinos profissionais
* Inscrição com seleção (10 vagas)

Dia 21/09 teremos uma demonstração pública no Teatro Joaquim Cardozo às 19h.

Anna Karasińska - nascida na Polônia. Estudou artes plásticas, filosofia, direção e coreografia. É diretora, cineasta e roteirista. Seus longas e curta-metragens foram exibidos em dezenas de festivais ao redor do mundo, recebendo vários prêmios.

Ela estreou em 2015 com a peça Ewelina´s Crying e desde então, tornou-se uma artista muito requisitada, frequentemente convidada para trabalhar com instituições de grande prestígio. Karasińska, descrita pelos críticos como um vírus no sistema de teatro polonês, propôs um método original de criação de espetáculos, que ela desenvolve consistentemente em cada uma de suas novas performances. Um traço característico de seu trabalho é a radical simplicidade formal, a desconsideração pela hierarquia e a sacudida na situação teatral tradicional, através do uso do absurdo e do forte envolvimento emocional da platéia. O Teatro de Anna raramente ou dificilmente cria narrativa. Transfere o papel do criador de significados para o público e examina o papel da projeção.

Sobre a Residência: O processo de trabalho como oposição à tradição teatral dramática, não se inicia com um texto nem com um tema determinado. Anna não está interessada em temas que já tenham sido formulados anteriormente por outras pessoas.

Procura conteúdo que “queira” ser expresso em um determinado lugar e em um determinado momento.Trabalha tudo o que surge como material e não favorece nenhum dos meios pelos quais o material vem até nós - texto, espaço, emoções, relacionamentos, corpo, memória e contexto - todos têm o mesmo valor no processo.

No entanto, não se baseia nas expectativas conscientes das pessoas que criam nem nas suas ideias sobre as preferências do futuro público. Os frutos do processo são sua autonomia e não o conteúdo confortável de sempre, muitas vezes incorreto e rebelde. No seu processo de trabalho, ela oferece a oportunidade de levantar as formas pelas quais somos inconscientemente formatados, reconhecendo a hierarquia na qual apenas temas convencionais e conteúdos intersubjetivamente comunicáveis são aceitos como relevantes. Se cria uma declaração autônoma e orgânica livre de racionalização e ideologias da moda.


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